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POEMAS NA AMIZADE E NA FAMÍLIA
AFETOS PARA UMA CRIANÇA
Ele tinha saudades dos tempos da infância; Dos familiares, dos amigos e conhecidos; Desse ramo de bons afetos reunidos, Que se foram, nas densas brumas da distância. Pouco a pouco, eles foram desaparecendo; Pela roda do tempo, a morte os foi levando; Mas ele, que foi construindo e caminhando, Não achou outras ternuras que o fossem mantendo. Tinha na mente a beleza dessa paisagem, Feita por gente, que lhe dera significado. Acampava aqui, descampava noutro lado, Mas quase c
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TEMPOS DA MINHA INFANCIA
No hoje, basta pensar e venço a distância, Que me separa dos tempos da minha infância, Quando achei magia, calor e carinho. Então, o que eu mais queria da vida, Era ter uma família ali reunida, Desbravando, comigo, as arestas do caminho. Era esse o doce tempo da ilusão, Em que, em tudo, eu sentia afeto, Pois que a ternura era o meu sol predileto, Limando as agruras do meu coração. Cada pessoa brilhava como uma estrela, Quando me lançava os braços, que me abraçavam, Quando
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CÃO E AMIGO
Estás calmamente deitado aos meus pés, Deixando que eu acaricie o teu pelo. Não podes avaliar o bom amigo que és, Nem quanto bem me fizeste, tu poderás sabê-lo. És dócil, muito fiel e bom por natureza. Nem eu sabia, quando chegaste pequenino, Tão cachorro, traquinas e tão ladino, Que tinha achado um ser tão bom, uma riqueza. Já longamente, treze anos se passaram, Mas tu, no bom e no mau tempo, ficaste comigo. À tua maneira, deste-me um bom abrigo, Ladrando contra as sombr
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A MINHA VIZINHANÇA
Que belos foram esses meus tempos de criança, Em que eu ali morava na rua inteira. Sentindo, por família a vizinhança, Gente boa, da última porta à primeira. Andava eu ali, por todos acarinhado, Sentindo muita ternura, ajuda, e calor. Naquele ambiente eu era estimulado, Para enfrentar a vida, com força e rigor. Nesses dias, eu não conhecia a solidão; Era pleno, feliz e muito acompanhado. Foi lá que despertou forte o meu coração, Para ir à luta, sem partir já derrotado.
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MEU PROFESSOR E AMIGO
Meu amigo, meu professor e meu farol; Quantas matérias, sem saber, me ensinaste; Quantas vezes, em plena noite, foste o meu Sol, E de quantas quedas, sem supor, me levantaste. Ensinavas, dando aos alunos, o que tinhas, Como o camponês, que confia na sementeira, Fazendo de nós, almas tuas vizinhas, Em quem, com o saber, ateavas uma fogueira. Quanto mais amor nos davas, mais amor possuías, Porque partilhavas a luz do teu pensamento. Quanto mais nos ensinavas, mais tu sabias
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INFÂNCIA
Que tempo tão lindo era aquele, Em que a gente sempre crescia; Em que a nossa alma vivia, Sendo sincera, à flor da pele. Bela infância da madrugada, Longe dos ecos do entardecer. Um novo mapa, a nova estrada, Nova chance para compreender. Que tempos esses, maravilhosos, Em que cada hora era amiga; Quando no trautear da cantiga, Nos sentíamos sempre ditosos. Eram os tempos em que o amor Nos era concedido por graça, Como uma boa brisa que passa E tudo perfuma em derredor.
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AMOR QUE DÁ TUDO E NADA ESPERA
Passeio, nesta noite calma de primavera, E penso no terno amor que te dedico. Ele é tão profundo, belo e rico, Que é um amor, que dá tudo e nada espera. Apesar da grande distância que nos separa, Este amor te manda, na noite, uma faísca. Verás, entre as estrelas, a beleza rara, Duma mensagem que o meu amor, para ti risca. Talvez numa frase pobre e menos rebuscada, Ou nesta poesia não muito e enriquecida, Eu não expresse da forma mais adequada Que, se preciso fora, por ti
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ONTEM NETO E HOJE AVÔ
Ó saudades intensas que me ficaram, De tempos tão luminosos que eu vivi; De afetos tão profundos que eu senti E que jamais, no tempo, se renovaram. Havia então em mim tanta beleza, Pois a esperança tudo tinha e tudo dava, E, apesar do peso da incerteza, Eu sempre ouvia um futuro que me chamava. Havia uma história que começava; Um romance turbulento que me impelia. E quanto mais distância eu percorria, Tanto mais era a força que me inundava. Eram flores belas duma suave
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