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CÃO E AMIGO

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Estás calmamente deitado aos meus pés,

Deixando que eu acaricie o teu pelo.

Não podes avaliar o bom amigo que és,

Nem quanto bem me fizeste, tu poderás sabê-lo.

 

És dócil, muito fiel e bom por natureza.

Nem eu sabia, quando chegaste pequenino,

Tão cachorro, traquinas e tão ladino,

Que tinha achado um ser tão bom, uma riqueza.

 

Já longamente, treze anos se passaram,

Mas tu, no bom e no mau tempo, ficaste comigo.

À tua maneira, deste-me um bom abrigo,

Ladrando contra as sombras, que me enredaram.

 

Não sei qual de nós viajará primeiro,

Tomando o roteiro da sua via.

Mas sei que tu, que me amas por inteiro,

Onde quer que eu esteja, me farás companhia.

 

Houve tempo em que te não dei muita atenção;

Em que não te dei a devida prioridade.

Mas, por vezes, os humanos caem na confusão,

Ignorando os seres que lhes dão felicidade.

 

Faro, 15-11-2025

 

José Bento

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