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POEMAS NO SOCIAL
O TEU FADO MENOR
Ó minha terna e querida velhinha, Que regavas com lágrimas um fado menor. Apesar de estares débil e sozinha, Enfrentavas a dor que a vida tinha, Com uma canção de tristeza e amor. Não existiam, nem guitarra nem viola, Que apoiassem a expressão do teu cantar, Aprendido por quem nunca foi à escola; Por quem nunca teve caneta nem sacola; Por quem soube bem cedo a lição de trabalhar. Quando andaste descalça, nesse duro passado, Em que tinhas por riqueza a força dos teus braço
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CRIANÇA QUE BRINCAS
Criança que brincas num passeio da cidade, Com uma pequena bola multicolor, Ainda não conheces o poder da maldade E careces muito de compreensão e amor. Tu tens a luz duma flor que está desperta, Para respirar o hálito da natureza. Ainda te encontras limpa e liberta, Para desfrutar do perfume da pureza. Criança que vais correndo atrás duma bola, Num qualquer passeio dessa cidade. Vais aprender que a vida é uma escola, Que o tempo nos joga, nos foge e rebola, Marcando-nos
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PODER E AMOR
Vós, que na terra detendes o poder, Colocai amor nas vossas decisões, Pois, se brilhar o bem na forma de o exercer, O vosso mandar dará luz a muitos corações. Entendei o poder, como sendo uma missão, Que Deus vos concedeu, no palco desta vida, A qual deverá ser, por vós bem cumprida, Para que haja bem-estar, em vez de aflição. Recusai a inveja, o ódio, a cobiça, A arrogância, o engano, a corrupção. Assentai o poder sempre na boa justiça, Tendo cada um, como sendo nosso ir
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AMOR E SILÊNCIO
Não deixes que se esgote lentamente O amor que aquela alma te dedica, Que brota, como uma ceiva fina e rica, Envolvendo-te tão silenciosamente. Esse amor vai-se mantendo, mas tu não sentes; Ele resiste, mas nem sequer o observas. E assim se sucedem os diversos presentes, Que podiam integrar as vossas mentes, Num amor puro e sem quaisquer reservas. Esse amor traz consigo tanta beleza, Tanta doçura, saber e humildade, Tanta constância e tanta nobreza, Que, se crescesse em t
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AMOR E HARMONIA
Estava ele meditando na sua sina, No tanto que buscara, sem achar o seu caminho, Nas gentes que encontrou, mas que estava sozinho, Na alma boa que esperou em cada esquina. Revia ele o muito que tinha pensado, As sofridas lágrimas que já deitara, As ruas em que, por engano, ele entrara, E as sombras postas no livro do seu passado. À medida que pensava, assim ele sentia, Que, Apesar dos progressos que tinha feito, Havia um vazio, batendo no seu peito, Que, de dor, o massacr
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A AUTOESTRADA
Tu dizes que podemos ir pela autoestrada, Que, indo por ela, tudo nos fica mais perto; Que nela, o piso é mais limpo e mais certo E que, por aí, a viagem não é agitada. Dizes que, indo por lá, não achamos a pobreza Das muitas aldeias que existem no caminho; Que veremos muito mais brilho e menos tristeza, Que há neste país, ainda tão pobrezinho. Falas-me só da autoestrada de asfalto; Mas eu falo-te da autoestrada da vida; Dessa que, ora é alegre, ora sofrida, Mas que, perc
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UMA TERRA RENOVADA
Nesta noite quieta dum morno verão, Há ecos aflitivos que chegam aqui, Com rogos de justiça e compreensão. Talvez venham dum passado em que me perdi, Ou dum presente, com sombras de desilusão. Nesta noite quente dum calmo agosto, Em que o silêncio se espalha em redor, Há uma frase, uma súplica, há um rosto, Há um eco que chega e me fala de amor. Será o teu rosto, criança carente, Que, estando no quarto, te sentes abandonada, Com saudades do pai, que há muito está ausente,
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CANTO À HUMANIDADE
Que bom que é pertencer à humanidade, Onde há gente que se ergue e continua. Onde, apesar da dor e do frio da rua, Há sempre quem busque mais calor e claridade. Quão belo é este ser que está na natureza, Mas que sempre busca a sua procedência; Que vai alargando a sua consciência, Para que nela caiba mais amor e mais beleza.! Quantos tropeços ao longo da sua história; Quantos sofrimentos nas brumas dos seus medos; Quantos caminhos tatearam os seus dedos, Antes que lhes sur
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