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POEMAS NO SOCIAL
O SER QUE SE TRANSCENDE
Esse que nos precedeu, No tempo de falecer, Por nosso bem ascendeu, Para depois nos receber. Porque morrer é partir, Nascendo noutras paisagens, Fazendo novas viagens, No saber e no sentir. Porque partir é renascer, Ampliando as conquistas, Elevando luzes do ser, Para além das nossas vistas. Porque ascender é existir, Na senda de quem persiste, No amar, no evoluir, Porque a morte não existe. Pois morrer é só chegar Ao mundo imaterial, A essa forma do estar Em que a gente é ma
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QUADRAS SOLTAS IV
Aquele que é poderoso, Sem abusar do poder, Demonstra ser generoso, No abordar do viver. Se revês o teu passado, Não queiras viver pra trás. Põe o amor au teu lado; Constrói o porvir em paz. Todos estamos distantes Dos jardins da perfeição. Sejamos bons caminhantes, Buscando iluminação. Mesmo o melhor momento, Um dia há de findar. A vida é movimento, Não se pode congelar. A receita do viver, No mapa do existir, É trabalhar, aprender, Amar e evoluir. Se estás desanimado, Perto
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QUADRAS SOLTAS III
Quem optar pela matéria, Não crescendo na bondade, Só arrecada miséria, Em vez de felicidade. Se geres a tua sorte, Pondo o bem no teu enredo, Vais constatar que a morte Não vem nem tarde nem cedo. Ouvi em certa lição Algo que não mais esqueci. Parto, noutra dimensão, Donde terminei aqui. Por mais que possas dizer Sobre as tuas intenções, A gente quer entender O que mostras nas ações. Quem faz o bem de vontade, Com amor no pensamento, Sentirá felicidade, Mesmo sem agradecimen
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QUADRAS SOLTAS II
Havia uma lacuna No seu triste coração. Apesar de ter fortuna, Não tinha educação. O saber é pão da mente, Que não se nega a ninguém. É a luz resplandecente, Se aplicado no bem. Se a gente utilizasse Bom senso no que consome, Talvez aqui acabasse A dor de quem passa fome. Eu sei duma norma boa, Nas regras do bom viver. Não queiras duma pessoa, Mais do que pode fazer. Esse que vive no mal E que no erro se detém, É pobre, pois afinal, O ser feliz só faz bem. Se tu já vais traba
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QUADRAS SOLTAS
Se a dor te visitar, Levando-te a alegria, Pensa que a noite ao passar, Vai trazer a luz do dia. No meu jeito de sentir, Eu costumo ser assim. Tenho medo de me abrir, Mas nada oculto de mim. Foi já depois de fazer, O mal que eu não queria, Que passei a entender Que eu não me conhecia. Mesmo depois que se vão, As horas mais infelizes Deixam-nos no coração, Bem profundas cicatrizes. A gente que desanima, Nas horas duras da vida, Deixa de andar para cima, Porque desiste da subid
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ELA
Repartia-se sempre com os demais, Duma forma franca, rica e pura. Sabia adoçar qualquer amargura, Com a nobreza dos seus ideais. Era luminoso o seu brando jeito, Quando mimava a débil criancinha; Quando nos dava da coragem que tinha, Com flocos de amor e sem preconceito. Foi ela que estendeu os seus braços, Aos idosos que dela careceram; Aos desvalidos que dela se valeram, Achando repouso para os seus cansaços. Em prol do amor ela se entregava, Acendendo luzes nas sendas do b
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O TEU FADO MENOR
Ó minha terna e querida velhinha, Que regavas com lágrimas um fado menor. Apesar de estares débil e sozinha, Enfrentavas a dor que a vida tinha, Com uma canção de tristeza e amor. Não existiam, nem guitarra nem viola, Que apoiassem a expressão do teu cantar, Aprendido por quem nunca foi à escola; Por quem nunca teve caneta nem sacola; Por quem soube bem cedo a lição de trabalhar. Quando andaste descalça, nesse duro passado, Em que tinhas por riqueza a força dos teus braço
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CRIANÇA QUE BRINCAS
Criança que brincas num passeio da cidade, Com uma pequena bola multicolor, Ainda não conheces o poder da maldade E careces muito de compreensão e amor. Tu tens a luz duma flor que está desperta, Para respirar o hálito da natureza. Ainda te encontras limpa e liberta, Para desfrutar do perfume da pureza. Criança que vais correndo atrás duma bola, Num qualquer passeio dessa cidade. Vais aprender que a vida é uma escola, Que o tempo nos joga, nos foge e rebola, Marcando-nos
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