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POEMAS NO SOCIAL
QUADRAS SOLTAS II
Havia uma lacuna No seu triste coração. Apesar de ter fortuna, Não tinha educação. O saber é pão da mente, Que não se nega a ninguém. É a luz resplandecente, Se aplicado no bem. Se a gente utilizasse Bom senso no que consome, Talvez aqui acabasse A dor de quem passa fome. Eu sei duma norma boa, Nas regras do bom viver. Não queiras duma pessoa, Mais do que pode fazer. Esse que vive no mal E que no erro se detém, É pobre, pois afinal, O ser feliz só faz bem. Se tu já vais traba
3 min de leitura
QUADRAS SOLTAS
Se a dor te visitar, Levando-te a alegria, Pensa que a noite ao passar, Vai trazer a luz do dia. No meu jeito de sentir, Eu costumo ser assim. Tenho medo de me abrir, Mas nada oculto de mim. Foi já depois de fazer, O mal que eu não queria, Que passei a entender Que eu não me conhecia. Mesmo depois que se vão, As horas mais infelizes Deixam-nos no coração, Bem profundas cicatrizes. A gente que desanima, Nas horas duras da vida, Deixa de andar para cima, Porque desiste da subid
2 min de leitura
ELA
Repartia-se sempre com os demais, Duma forma franca, rica e pura. Sabia adoçar qualquer amargura, Com a nobreza dos seus ideais. Era luminoso o seu brando jeito, Quando mimava a débil criancinha; Quando nos dava da coragem que tinha, Com flocos de amor e sem preconceito. Foi ela que estendeu os seus braços, Aos idosos que dela careceram; Aos desvalidos que dela se valeram, Achando repouso para os seus cansaços. Em prol do amor ela se entregava, Acendendo luzes nas sendas do b
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O TEU FADO MENOR
Ó minha terna e querida velhinha, Que regavas com lágrimas um fado menor. Apesar de estares débil e sozinha, Enfrentavas a dor que a vida tinha, Com uma canção de tristeza e amor. Não existiam, nem guitarra nem viola, Que apoiassem a expressão do teu cantar, Aprendido por quem nunca foi à escola; Por quem nunca teve caneta nem sacola; Por quem soube bem cedo a lição de trabalhar. Quando andaste descalça, nesse duro passado, Em que tinhas por riqueza a força dos teus braço
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CRIANÇA QUE BRINCAS
Criança que brincas num passeio da cidade, Com uma pequena bola multicolor, Ainda não conheces o poder da maldade E careces muito de compreensão e amor. Tu tens a luz duma flor que está desperta, Para respirar o hálito da natureza. Ainda te encontras limpa e liberta, Para desfrutar do perfume da pureza. Criança que vais correndo atrás duma bola, Num qualquer passeio dessa cidade. Vais aprender que a vida é uma escola, Que o tempo nos joga, nos foge e rebola, Marcando-nos
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PODER E AMOR
Vós, que na terra detendes o poder, Colocai amor nas vossas decisões, Pois, se brilhar o bem na forma de o exercer, O vosso mandar dará luz a muitos corações. Entendei o poder, como sendo uma missão, Que Deus vos concedeu, no palco desta vida, A qual deverá ser, por vós bem cumprida, Para que haja bem-estar, em vez de aflição. Recusai a inveja, o ódio, a cobiça, A arrogância, o engano, a corrupção. Assentai o poder sempre na boa justiça, Tendo cada um, como sendo nosso ir
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AMOR E SILÊNCIO
Não deixes que se esgote lentamente O amor que aquela alma te dedica, Que brota, como uma ceiva fina e rica, Envolvendo-te tão silenciosamente. Esse amor vai-se mantendo, mas tu não sentes; Ele resiste, mas nem sequer o observas. E assim se sucedem os diversos presentes, Que podiam integrar as vossas mentes, Num amor puro e sem quaisquer reservas. Esse amor traz consigo tanta beleza, Tanta doçura, saber e humildade, Tanta constância e tanta nobreza, Que, se crescesse em t
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AMOR E HARMONIA
Estava ele meditando na sua sina, No tanto que buscara, sem achar o seu caminho, Nas gentes que encontrou, mas que estava sozinho, Na alma boa que esperou em cada esquina. Revia ele o muito que tinha pensado, As sofridas lágrimas que já deitara, As ruas em que, por engano, ele entrara, E as sombras postas no livro do seu passado. À medida que pensava, assim ele sentia, Que, Apesar dos progressos que tinha feito, Havia um vazio, batendo no seu peito, Que, de dor, o massacr
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