CANTO À HUMANIDADE
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Que bom que é pertencer à humanidade,
Onde há gente que se ergue e continua.
Onde, apesar da dor e do frio da rua,
Há sempre quem busque mais calor e claridade.
Quão belo é este ser que está na natureza,
Mas que sempre busca a sua procedência;
Que vai alargando a sua consciência,
Para que nela caiba mais amor e mais beleza.!
Quantos tropeços ao longo da sua história;
Quantos sofrimentos nas brumas dos seus medos;
Quantos caminhos tatearam os seus dedos,
Antes que lhes surgisse o brilho duma vitória.!
Ó multidão de pensantes em que me alisto;
Ó grande exército em busca do saber;
Ó razão que, um dia, nos permitiu dizer
Que, se é verdade que penso, logo existo.
Humanidade inteira já levantada,
Da poeira da antiga animalidade;
Repara com mais amor essa estrada,
Dos que, por falta duma ajuda dedicada,
Não têm a porta duma oportunidade.
Em vez de matar, dá força às forças da vida,
Erguendo do solo, esse irmão que no chão jaz.
Faz da guerra uma baixeza já esquecida,
Cobrindo a Terra, com a bandeira da paz.
Não queiras usar o poder, para oprimir,
Nem utilizes o dinheiro para escravizar.
Aprendamos a governar, para unir;
Construamos um mais justo e belo porvir,
Sabendo ouvir, entender, agir e amar.
Faro, 21-10-2023
José Bento
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