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CANTO À HUMANIDADE

  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Que bom que é pertencer à humanidade,

Onde há gente que se ergue e continua.

Onde, apesar da dor e do frio da rua,

Há sempre quem busque mais calor e claridade.

 

Quão belo é este ser que está na natureza,

Mas que sempre busca a sua procedência;

Que vai alargando a sua consciência,

Para que nela caiba mais amor e mais beleza.!

 

Quantos tropeços ao longo da sua história;

Quantos sofrimentos nas brumas dos seus medos;

Quantos caminhos tatearam os seus dedos,

Antes que lhes surgisse o brilho duma vitória.!

 

Ó multidão de pensantes em que me alisto;

Ó grande exército em busca do saber;

Ó razão que, um dia, nos permitiu dizer

Que, se é verdade que penso, logo existo.

 

Humanidade inteira já levantada,

Da poeira da antiga animalidade;

Repara com mais amor essa estrada,

Dos que, por falta duma ajuda dedicada,

Não têm a porta duma oportunidade.

 

Em vez de matar, dá força às forças da vida,

Erguendo do solo, esse irmão que no chão jaz.

Faz da guerra uma baixeza já esquecida,

Cobrindo a Terra, com a bandeira da paz.

 

Não queiras usar o poder, para oprimir,

Nem utilizes o dinheiro para escravizar.

Aprendamos a governar, para unir;

Construamos um mais justo e belo porvir,

Sabendo ouvir, entender, agir e amar.

 

Faro, 21-10-2023

 

José Bento

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