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MEU PROFESSOR E AMIGO

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Meu amigo, meu professor e meu farol;

Quantas matérias, sem saber, me ensinaste;

Quantas vezes, em plena noite, foste o meu Sol,

E de quantas quedas, sem supor, me levantaste.

 

Ensinavas, dando aos alunos, o que tinhas,

Como o camponês, que confia na sementeira,

Fazendo de nós, almas tuas vizinhas,

Em quem, com o saber, ateavas uma fogueira.

 

Quanto mais amor nos davas, mais amor possuías,

Porque partilhavas a luz do teu pensamento.

Quanto mais nos ensinavas, mais tu sabias,

Pois fazias crescer as flores do conhecimento.

 

A vida é um tempo que nos manda aprender;

É uma corrente que nos manda discernir.

Toda a gente pode sempre escolher,

Entre estagnar, ou crescer e evoluir.

 

Mas tu, que nos davas o dom da tua cultura,

Retirando-nos das garras da ignorância,

Despertavas em nós, essa sublime ânsia,

De ter um diploma, no saber e na ternura.

 

Sabias quais erros podem nascer na juventude;

Que grandes quedas essa idade nos reserva.

Por isso, nos falavas de amor e de virtude,

Que é o farnel, que nos resguarda e nos preserva.

 

Que mais posso dizer do bem que de ti recebi;

Que mais posso falar da herança que me deixaste?

Obrigado pelo muito que me ajudaste,

Dando-te tanto, que parece que estás aqui.

 

Faro, 24-5-2025

 

José Bento

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