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TEMPOS DA MINHA INFANCIA

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

No hoje, basta pensar e venço a distância,

Que me separa dos tempos da minha infância,

Quando achei magia, calor e carinho.

Então, o que eu mais queria da vida,

Era ter uma família ali reunida,

Desbravando, comigo, as arestas do caminho.

 

Era esse o doce tempo da ilusão,

Em que, em tudo, eu sentia afeto,

Pois que a ternura era o meu sol predileto,

Limando as agruras do meu coração.

 

Cada pessoa brilhava como uma estrela,

Quando me lançava os braços, que me abraçavam,

Quando me dava os lábios, que me beijavam,

Numa canção de amor profunda e bela.

 

Onde estais vós, amores que eu cria eternos;

Vós que me mostrastes as portas do paraíso,

Nesse tempo, em que eu não tinha quaisquer infernos,

Tendo a paz de que tanto hoje preciso!?

 

Mágico tempo de riqueza e encantamento,

Quando o meu real era aquilo que não era,

Pondo no presente, a força de quem não espera,

Jogando, na vida, com as mãos do sentimento.

 

Onde estás tu, bom tempo, largo e belo,

Em que, sendo débil, me sentia como um rei;

Quando o dia era sempre grande e singelo;

Tempo de amor onde, preso, lá fiquei.

 

Faro, 28-1-2023

 

José Bento

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