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CONTOS DE AMOR, AMIZADE E FAMÍLIA
A FLAUTA DAS NOTAS TRISTES
Numa manhã serena e outonal de domingo, no cimo da escadaria que dá acesso ao teatro da cidade, um edifício amplo e trabalhado com esmero, produto duma arquitetura oitocentista, evidenciando que o dinheiro não foi escasso para o levantar, uma jovem que não teria mais de trinta anos, de cabelos compridos e escuros, e de olhos grados quase da mesma cor, de corpo esguio e dedos longos, de cara arredondada e traços suaves, extraía duma flauta transversal sons doces e tristes, os
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