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UMA ROSA DE AMOR

17 de abr.
1 min de leitura

Antes eu abraçava a noite, com fantasia;

Hoje, estou nela, mas sinto tristeza.

Contudo, em mim, corre um rio de beleza,

Com margens de pequenez e de grandeza,

Trazendo desencanto, mas ousadia.

 

Antes, ouvia o tempo e sentia futuro;

Hoje bate-me o tempo, mas sinto passado.

Ergueu-se junto a mim, um complicado muro,

Que é metade claro e metade obscuro;

Que me põe intranquilo e debilitado.

 

Ó luzes multicolores que brilhavam outrora;

Ó estrelas passadas, que desapareceram.

Que ambiente remoto me toma o agora,

Cheio de momentos que não aconteceram!

 

Ó portas fechadas, que por temor não adentro;

Ó frases confusas que me ficam por dizer.

Quantas fogueiras mortas me mordem no centro,

Gerando cinzas, que tanto fazem doer.

 

Levanta-te de novo, ser que tudo abarcas;

Tu que desde há muito soubeste ressurgir.

Recusa a fraqueza de poder cair;

Põe no chão que pisas o brilho das tuas marcas,

Com uma rosa de amor, sempre a florir.

 

Faro, 30-7-2023

 

José Bento

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Lindo Poema

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