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UM FACTO MUITO BONITO

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Quando será que nos veremos outra vez?

Eis a simples questão que me vem ao pensamento;

Cuja resposta, no fluir de cada momento,

Tem o vago sentido dum curto talvez.

 

Fico remoendo esta solução incerta,

Que deita flocos de névoa na minha vida.

De ti, a minha casa vai continuar deserta,

Porque eu sei que sempre estás de partida.

 

E assim relaxo, no tempo que vai correndo,

Que me dói e machuca, sem fazer qualquer pausa.

Sei que, para todo o efeito, há uma causa,

Mas que o verso põe flores, na dor que vai batendo.

 

Apesar deste meu chamar sincero e aflito,

Prossegue o teu rumo, continua em frente.

Mesmo que nos separemos eternamente,

Conhecer-te já foi um facto muito bonito.

 

Faro, 12-8-2024

 

José Bento

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