TU E A TUA FÉ
Tu, que sendo débil, te ergues e vais adiante,
Enfrentando, sem queixas, o que a vida te deu.
Tu, que acendes em ti, as luzes do teu Céu,
Na vida, por pequeno que sejas, és um gigante.
Tu, que lidas bem com as tuas limitações,
Vendo para lá do que alcança a nossa vista,
Mesmo sem ter criado algo, és um artista,
Pois tens essa beleza que não admite prisões.
Tu, que mesmo deitado, te manténs sempre de pé,
E que, sem poder andar, chegas a toda a parte,
Firmas um dos pés, no desejo de entregar-te
E fincas o outro, na grande luz da tua fé.
Que ser humano maravilhoso que tu és!
Que alma grande, nesse corpo, vive desperta!
Que belas melodias se ouvem, através,
Da tua mente, harmoniosa e liberta.
Deixa-me penetrar na mansão da tua coragem;
Ajuda-me a ter uma visão de infinito.
Quero essa paz, em vez da guerra do meu grito,
Plantando amor, nos trilhos da minha viagem.
Tu reinas, sem trono, no rico país da beleza,
Onde tudo se vê, com os olhos do coração.
Ensina-me a ler o livro da natureza,
E, com a tua fé, dá firmeza à minha mão.
Faro, 14-10-2025
José Bento
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