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TODOS SEREMOS FELIZES

  • 19 de abr.
  • 1 min de leitura

Por vós, meus irmãos, que viajais sozinhos,

Pelos mais ásperos recantos deste mundo,

Palmilhando negros e difíceis caminhos,

Num abatimento tristonho e profundo;

 

Por vós que cometestes graves crimes,

Que vos requeimam os refolhos da consciência;

Que vos perturbam os dias da existência,

Estando longe dos sentimentos mais sublimes;

 

Por vós que, como eu, já fostes crianças,

Brincando descansados nos jardins da inocência,

Com balões cheios de risos e de esperanças,

Quando havia pureza, na beira da essência;

 

Por vós ergo a minha prece, dia a dia,

Rogando que sigais os exemplos de Jesus;

Pedindo que, da vossa caverna sombria,

Passeis, por livre vontade, à tenda da luz.

 

Pensai que todos somos filhos do mesmo Deus,

Tendo sido pelos vossos erros e pelos meus,

Que O Divino Mestre, por nós foi injustiçado.

Mas, brilhando a luz do perdão, nos olhos seus,

Orou ao Pai, por crentes e por ateus,

Para que todos deixem os trilhos do pecado.

 

Somos todos ovelhas do mesmo rebanho;

Da mesma escola, todos somos aprendizes.

O amor de Deus é imenso, não tem tamanho;

Por amor, acharemos o Céu, sendo felizes.

 

Faro, 3-10-2025

 

José Bento

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