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POEMA PARA TI

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Minha querida, doce e boa tia,

Pedaço de história viva que me resta.

Viveste essa manhã, que julgaram funesta,

Quando eu chegava, mas a gente anoitecia.

 

Sentiste esmagarem-se todas as quimeras,

Que enfeitavam os canteiros do teu sonho;

Que davam brilho às dezasseis primaveras

Do teu céu tão puro, belo e risonho.

 

O tempo deu significado aos nossos espaços,

E o amor foi juntando o nosso caminho.

Contei sempre com a fonte do teu carinho,

Que muitas vezes irrigou a senda dos meus passos.

 

Quis Deus que, nos momentos mais importantes,

Duma vida que se me fez atribulada,

Tu trouxesses alento à minha estrada,

Com sentimentos puros e vibrantes.

 

Quis Deus que, qual boa estrela tu ficasses,

Iluminando de amor a minha madrugada,

Ligando-me a partida e a chegada,

Em ternos, mas eloquentes enlaces.

 

Que mais poderia eu dar-te, se não ternura,

Vertida nas estrofes duma poesia?

Hoje, que ainda tenho a grande ventura

De ter a minha querida e boa tia.

 

Faro, 29-3-2023

 

José Bento

 

POEMA DEDICADO À MINHA QUERIDA TIA MARIA DO CARMO

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