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POEMA GLOBAL

  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

Recostas-te no sofá das comodidades,

Vendo tudo, com propositada miopia;

Querendo ignorar importantes verdades,

Que ocorrem, ao teu redor, dia a dia.

 

Envergas a farda da passividade,

Forrada por uma rotina doentia.

Não teces a rede da solidariedade;

Não tentas construir a felicidade,

Fomentando a paz, o amor e a harmonia.

 

Mas Deus deu-te a razão, como claridade,

Para que trabalhes sempre em prol do bem,

Com a missão de ajudar a humanidade

A deixar o egoísmo, de que é refém.

 

Não te fascines, pelas falsas luzes do agora;

Pelos luxos que o dinheiro vai pagando.

Há rumos por abrir, que deves ir encontrando,

Pondo frutos de amor no viver de cada hora.

 

Faz por diminuir injustas desigualdades,

Que a gente gerou, nas malhas do desamor.

Ajuda a sanar as intranquilidades,

As doenças e as debilidades,

Que vão causando tanto mal e tanta dor.

 

Nunca hesites em ser esse justo arauto,

Que denuncia o egoísmo e a cobiça.Quem, nesta vida, age como um incauto,

Recolhe dor, perante a Divina Justiça.

 

Crê que é dolorosa aquela sensação,

De ter a precisão de começar outra vez,

Para acalmar os remorsos do coração,

Para obter o nosso e o alheio perdão,

Tentando fazer o que, por descuido, não se fez.

 

Consegue gratidão para o teu caminho;

Pensa que o amor é uma lei do universo;

Quem ama jamais está débil e sozinho.

Por cada irmão que ergas, com o teu carinho,

No poema global, vais escrevendo mais um verso.

 

Faro, 28-7-2025

 

José Bento

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