POEMA GLOBAL
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Recostas-te no sofá das comodidades,
Vendo tudo, com propositada miopia;
Querendo ignorar importantes verdades,
Que ocorrem, ao teu redor, dia a dia.
Envergas a farda da passividade,
Forrada por uma rotina doentia.
Não teces a rede da solidariedade;
Não tentas construir a felicidade,
Fomentando a paz, o amor e a harmonia.
Mas Deus deu-te a razão, como claridade,
Para que trabalhes sempre em prol do bem,
Com a missão de ajudar a humanidade
A deixar o egoísmo, de que é refém.
Não te fascines, pelas falsas luzes do agora;
Pelos luxos que o dinheiro vai pagando.
Há rumos por abrir, que deves ir encontrando,
Pondo frutos de amor no viver de cada hora.
Faz por diminuir injustas desigualdades,
Que a gente gerou, nas malhas do desamor.
Ajuda a sanar as intranquilidades,
As doenças e as debilidades,
Que vão causando tanto mal e tanta dor.
Nunca hesites em ser esse justo arauto,
Que denuncia o egoísmo e a cobiça.Quem, nesta vida, age como um incauto,
Recolhe dor, perante a Divina Justiça.
Crê que é dolorosa aquela sensação,
De ter a precisão de começar outra vez,
Para acalmar os remorsos do coração,
Para obter o nosso e o alheio perdão,
Tentando fazer o que, por descuido, não se fez.
Consegue gratidão para o teu caminho;
Pensa que o amor é uma lei do universo;
Quem ama jamais está débil e sozinho.
Por cada irmão que ergas, com o teu carinho,
No poema global, vais escrevendo mais um verso.
Faro, 28-7-2025
José Bento
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