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PELOS NOSSOS FILHOS

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

O amor natural dum pai ou duma mãe

Traz consigo sensações tão boas e bonitas;

Emoções tão profundas e tão benditas,

Que sempre nos ensinam o caminho do bem.

 

Pelos filhos, mesmo as más horas são bem passadas;

Sentimos, como nosso, o doer das suas dores;

Eles acendem em nós, preciosos amores;

E vamos sempre aplanando as suas estradas.

 

Pelos filhos, nunca sentimos cansaços;

Temos frases próprias, para os amparar.

Se choram, cá estamos, para os consolar;

Eles têm abrigo, no aperto dos nossos braços.

 

Pelos filhos, acendemos lindas estrelas,

Para enfeitarem as noites dos seus sonhos.

Para eles, inventamos histórias belas,

Para que se elevem aos cumes mais risonhos.

 

Pelos filhos, muitas vezes fomos crianças,

Para entender o débil ser que renasceu.

Por eles, andamos entre a Terra e o Céu,

Pondo neles as nossas melhores esperanças.

 

Assim os vamos amando, mesmo que não entendam;

Falamos de bem, mesmo que não queiram ouvir.

Às vezes arriscam, acabando por partir,

Ficando longe dos pais, que por amor, os defendam.

 

Quanto demos de nós, para que felizes, crescessem!

Por vezes calámo-nos, realçando os seus brilhos.

Durante anos, esperámos que percebessem

Que mais lembrariam os pais, com lições dos seus filhos.

 

Faro, 25-9-2024

 

José Bento

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