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PEGA-ME NA MÃO

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Pega-me na mão; leva-me ao Céu da confiança,

Entregando-me a verdade da ternura.

Eu ainda sou, qual essa débil criança,

Que quer o colo duma amizade segura.

 

Faz-me sentir o belo e suave encanto

De quem se regozija e se aconchega,

De quem se canta, se esmera e se entrega,

No doce e terno descanso de amar tanto.

 

Diz-me que posso crer na palavra dada;

Que serei feliz, sendo um pouco do teu dia.

Faz-me pensar que podemos ter a mesma estrada

E que, por amor, faremos sempre poesia.

 

Diz-me que posso crescer, sem que te aborreças;

Que podes ser o que és, sem que me retraia.

Neste amor, nem eu acabo, nem tu começas,

Porque ambos gostamos da mesma praia.

 

No nosso mundo, há mais azul, mais sentimento;

Há mais sol, mais um beijo, mais uma pegada.

De mãos dadas, criamos a sorte e mais alento,

Buscando no coração e no pensamento,

A senda para uma vida mais elevada.

 

Faro, 30-9-2022

 

José Bento

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