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O MOTOR UNIVERSAL

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Um dia, encontrar-nos-emos, certamente,

Quando tu puderes ver a minha mente,

E puderes sentir este amor tão global.

Entenderás então, quanto tempo foi perdido;

Quanto bem foi rejeitado e destorcido,

Num viver egoísta e superficial.

 

Lembrar-te-ás da água pura que corria,

Enquanto o meu afeto fluía,

Em busca de novas formas de beleza.

Recordarás as canções que então nasciam,

Dos meus beijos mendicantes que traziam,

Doces clamores de amplidão e natureza.

 

Sentirás no amor o motor universal;

A força do bem, e a negação do mal;

O impulso que faz tudo progredir.

Cobrirás de bem a tua nova estrada,

Sentir-te-ás finalmente encontrada,

Querendo edificar um mais belo porvir.

 

E assim, serás doce, imaculada;

Um ser que por se abrir se elucida;

Uma alma com gosto de ser renovada;

Um coração claro, exposto ao mundo,

Que não teme, nem o ignoto, nem o profundo,

Transitando nas diversas formas que tem a vida.

 

Faro, 25-9-2022

 

José Bento

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