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O MILAGRE DO AMOR

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Amor, doce magia que tudo encantas;

Ó suave linguagem que tudo exprimes,

Que tudo iluminas e tudo redimes,

E tornas todas as almas puras e santas.

 

Tu, que tens o bendito condão de unir;

Que tens o sagrado dom de levantar;

Que fazes, do fundo de nós desabrochar

A planta da felicidade, para florir.

 

Amor, que fazes acreditar e sorrir

Aquele que vivia triste na solidão;

Que mostras um esperançoso porvir

A quem, sem te sentir, só tinha escuridão.

 

Amor, que transformas uma doença em saúde,

Que sabes fazer da perda, uma vitória;

Que dás beleza a uma triste história;

Que pões, no que tocas, a sublime virtude.

 

Tu, que és todo enlevo e todo ternura;

Que és a forma mais bela da realidade;

Que tudo cobres, com muita luz e doçura;

Que tudo envolves com paz e bondade.

 

Vem a mim, com todo o teu intenso fulgor;

Banha a minha alma com a tua harmonia;

Faz-me crer que hoje é esse belo dia,

Em que descobri o milagre do amor.

 

Faro, 24-6-2024

 

José Bento

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