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O MEU HINO DE ALEGRIA

20 de jul.
1 min de leitura

Amar-te é pousar o coração,

Na aurora dos teus lábios,

Sentindo os teus dedos sábios,

Tocando na minha emoção.


Amar-te é um poema muito urgente,

Uma canção bem orquestrada,

Uma ave que voa em frente,

Olhando para toda a parte,

Ao romper da madrugada.


Amar-te é soltar a fantasia,

Deixando-a voar bem liberta,

Até que ela canta e desperta

Uma empolgante melodia.


Amar-te é um sino a vibrar,

Na igreja dos sentidos,

É um constante abarcar

De horizontes indefinidos.


Amar-te é uma viola que soa,

Lá no cume da existência;

É o nascer duma lagoa,


É uma planta que rebenta,

No centro da inteligência,

Alastrando aos quatro ventos,

E que explora e que inventa

 A vida do dia a dia.

Amar-te assim como eu faço,

É escrever compasso a compasso,

Um grande hino de alegria.


Faro, 10-5-1967


José Bento

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