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JAMAIS É TARDE

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Há muito que divergimos os nossos caminhos;

Cada um partiu, envolto no seu segredo.

Talvez estejamos mais tristes e sozinhos,

Mas a separação não foi tarde nem cedo.

 

Foi em tempo de deixar em nós uma doçura,

Um sonho, um desejo, uma bela ideia.

Talvez um dia, recuperemos a ternura,

Que nos molhava os pés, em noites de maré cheia.

 

Talvez um dia, ainda possamos dizer,

Que uma onda nos traz outra boa chegada.

Veremos que foi bom separar a nossa estrada,

Achando o amor, nas curvas do nosso viver.

 

A vida tudo ensina, com boa mestria,

Em lições práticas, muito eloquentes.

Por muito que dele queiramos estar ausentes,

O afeto buscar-nos-á um certo dia.

 

Entenderemos a magia que hã num abraço;

Lançaremos ternura, que abrasa e arde.

Cantaremos a beleza, num doce compasso,

Pois, para cultivar o amor, jamais é tarde.

 

Faro, 11-10-2025

 

José Bento

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