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HORAS DE AFLIÇÃO

  • 19 de abr.
  • 1 min de leitura

Estarás muito doente, ó ser humano,

Quando nem pretendas vencer os teus vícios;

Quando não diminuas a dor dos teus bulícios;

Quando te deixares enganar pelo teu engano.

 

Mal de ti, quando já navegares sem rumo;

Quando um bom ideal não te possa aquecer;

Quando as tuas frases não tiverem sumo,

E quando não sintas amor, no teu viver.

 

Esse é o tempo em que tens de ser mais forte;

É a hora em que mais te deves firmar na vida,

Pois depende de ti a tua própria sorte,

Não havendo labirintos sem saída.

 

Traz contigo um ramo de ideias belas;

Rega as incertezas, com fé e com amor.

Crê em Deus, que criou planetas e estrelas,

Dando-te a vida, para que sejas vencedor.

 

Pede-lhe ajuda, nas horas de aflição;

Põe a sua luz, na tua obscuridade.

Eleva a tua mente à Divindade,

Iluminando os recantos do teu coração.

 

A tua guerra é contra os teus defeitos;

É uma profunda questão de moralidade;

É seguires com os que são menos imperfeitos;

É buscar sempre a luz da Divina Bondade.

 

E quando, finalmente, passar a turbulência,

Havendo paz, dentro da tua tempestade,

Sentirás nobreza, na tua consciência,

Nela brilhando luzes de felicidade.

 

Faro, 24-11-2024

 

José Bento

 

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