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FLORES E LÁGRIMAS

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

A nossa casa, quase vazia, aqui ficou;

Quantas vezes juntos, fomos à sua janela!

Dali víamos a vida simples, clara e bela,

Essa vida que, sem aviso nos separou.

 

Quanto amor cresceu na nossa casinha,

Ganha com o trabalho de tantos anos!

Paga com vitórias e com desenganos,

Mas que hoje está triste e quase sozinha.

 

Para sofrer, dentro dela, fiquei eu,

Recordando lindas frases que me disseste;

Embrulhado no manto do amor que me deste;

Que seca o pranto de quem jamais te esqueceu.

 

Sei que a morte não pode extinguir a vida;

Que o amor se mantém, para lá da sepultura.

A vida fez-me conhecer uma alma pura,

Que eu amo, mesmo depois da despedida.

 

Que luz tão boa que fluía do nosso amor,

Que brilhava, aqui em casa, no dia a dia.

Havia sempre ternura e alegria,

Sendo manhã, mesmo depois do sol se pôr.

 

Tu partiste e atingiste a liberdade;

Eu aqui fiquei, esmagado pela tristeza.

Fomos separados pelas leis da natureza,

Que nos vão unir, para a eternidade.

 

Foste tu, meu amor e eu cá fiquei,

Sofrendo as lacunas da tua ausência.

Mas quando nos juntarmos, nos trilhos da existência,

Nascerão flores das lágrimas que eu chorei.

 

11-5-2024

 

José Bento

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