ESTRADAS DA ETERNIDADE
- 9 de mai.
- 1 min de leitura
Quanto gostaria de te cingir nos meus braços,
tal e qual te abraço, nos beirais da minha mente;
assim tão boa, tão compassiva e clemente,
assim tão capaz de entender os meus cansaços.
Como eu queria ter-te na realidade,
Assim como te sinto doce, nos meus sonhos,
Lançando-me olhares francos e risonhos,
Dando-me a mão, a caminho da verdade.
Como eu queria sentir-me teu por inteiro;
Confortar-me sempre, na tua companhia;
Acender contigo esse grande braseiro,
Que nos trouxesse muito amor e alegria.
Como seria bom que eu dormisse na praia,
Que há nas margens largas do teu sorriso.
Que eu fosse um simples bordado na tua saia,
Sentindo a leveza do teu paraíso.
Como eu gostaria tanto de te encontrar,
Tal como te sinto e como te entendo!
Sentirmos ambos o amor, amanhecendo,
Na bela sintonia do nosso vibrar.
Sei que encontrar-te ainda não consigo,
Porque, por mais perto que estejas, estás distante,
Desta alma de aprendiz, que segue errante,
Desbravando trilhos, para poder estar contigo.
Mas consola-me, ao menos, esta riqueza
De já conseguir desejar a tua bondade,
Sabendo que Deus, no seu amor e grandeza,
Nos há de juntar, nas estradas da eternidade.
Faro, 11-2-2023
José Bento
Comentários