DIVINO MESTRE
- 19 de abr.
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Quantas mercês entregas a este teu servo,
Derramando sobre mim a tua misericórdia!
O teu amor alimenta o sonho que conservo
De que reinem o amor, a fé e a concórdia.
Como temos sofrido, por termos ignorado
As importantes verdades que nos ensinaste,
Bem como tudo quanto te sacrificaste,
Para que o homem velho fosse transformado!
Quanto tempo desperdiçámos em guerras inúteis,
Pisando trilhos que não levam a lado algum;
Tecendo erros, em teias de ideias fúteis,
Longe do Reino de Deus, que está em cada um!
Perdoa, Senhor, pelos pregos que vamos cravando,
Na bendita cruz, que desponta do teu amor.
Esta gente, com sofrimento, vai tateando,
Para achar a senda, que menos lhe cause dor.
Tu ensinaste-nos quão bela pode ser a vida,
Para além desta importante existência,
Na matéria que nos limita a consciência,
Sob o egoísmo, que nos transtorna a subida.
Serve-te de mim, nos trilhos da eternidade,
Como se eu fora uma gota de infinito,
Um pequeno resíduo da humanidade,
Que reflete a sua fé e o seu grito.
Dá-me a bênção da paz, Bondoso Senhor;
Deixa-me sentir a elevação da tua luz!
Ajuda-me a emergir desta minha dor,
Conseguindo tirar algum prego da tua Cruz.
Faro, 24-10-2025
José Bento
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