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AUTODESCOBERTA

17 de abr.
1 min de leitura

Para os demais, existiam muitos caminhos,

Mas, para ele, só um viável se mostrava.

No seu possível, ele seguia e buscava

O bom roteiro que tivesse menos espinhos.

 

Aprendeu com a vida o dever de suportar;

A opção de ganhar, para nunca se perder.

Fez da barreira, a forma de não se limitar;

A senda possível, para gostar de viver.

 

Enrolou-se muitas vezes nas incertezas,

De trilhar caminhos nunca antes percorridos;

Onde achava sombras, dúvidas e tristezas,

Que transtornavam o sentir dos seus sentidos!

 

Depois de muitos anos por si palmilhados,

Tratando com a alegria e com a dor,

Entendeu que os trajetos mais escarpados,

São esses em que não há empatia e amor.

 

Descobriu que as mais severas limitações,

E que os espinhos mais custosos de arrancar,

Fazem morada dentro daqueles corações,

Que não vibram com o prazer de ajudar.

 

Descobriu que a nobreza de ser diferente,

É conseguir viajar por outra estrada,

Sabendo acender a sua madrugada,

Que seja fonte de luz para toda a gente.

 

Por ser diferente, houve sendas que trilhou,

Sendo tão grande a sua autodescoberta,

Que agradece a Deus a via que lhe traçou,

Para que ele tenha uma mente mais liberta.

 

Faro, 29-12-2025

 

José Bento

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