AUTODESCOBERTA
Para os demais, existiam muitos caminhos,
Mas, para ele, só um viável se mostrava.
No seu possível, ele seguia e buscava
O bom roteiro que tivesse menos espinhos.
Aprendeu com a vida o dever de suportar;
A opção de ganhar, para nunca se perder.
Fez da barreira, a forma de não se limitar;
A senda possível, para gostar de viver.
Enrolou-se muitas vezes nas incertezas,
De trilhar caminhos nunca antes percorridos;
Onde achava sombras, dúvidas e tristezas,
Que transtornavam o sentir dos seus sentidos!
Depois de muitos anos por si palmilhados,
Tratando com a alegria e com a dor,
Entendeu que os trajetos mais escarpados,
São esses em que não há empatia e amor.
Descobriu que as mais severas limitações,
E que os espinhos mais custosos de arrancar,
Fazem morada dentro daqueles corações,
Que não vibram com o prazer de ajudar.
Descobriu que a nobreza de ser diferente,
É conseguir viajar por outra estrada,
Sabendo acender a sua madrugada,
Que seja fonte de luz para toda a gente.
Por ser diferente, houve sendas que trilhou,
Sendo tão grande a sua autodescoberta,
Que agradece a Deus a via que lhe traçou,
Para que ele tenha uma mente mais liberta.
Faro, 29-12-2025
José Bento
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