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AS LUZES DO NATAL

17 de abr.
1 min de leitura

Não chegou ainda o tempo de te dizer

Que, finalmente, os canhões já se calaram;

Que todas as pessoas se reuniram;

Que as gentes, por amor, já se abraçaram

E que todas as injustiças se extinguiram.

 

Enganar-te-ia, se agora eu te dissesse

Que, no mundo, o amor é o sentir que impera;

Que a mentira é um mal que já não existe;

Que o Natal limpou a nossa atmosfera,

Espalhando bondade, que cresce e que persiste.

 

Há muita gente morando numa rica miséria,

Que conhece a par e passo os evangelhos.

Mas que se encanta com os brilhos da matéria,

E que, perante tais poderes, dobra os joelhos.

 

As guerras devastam vidas, aos milhares;

Arrasam países, consomem esperanças;

Queimam cidades, destroem povos e lares,

Triturando pobrezas, sob rodas de abastanças.

 

É esquecido esse menino angelical,

Que nos trouxe tanta paz, amor e luz.

Por fora, brilham muito as luzes do natal;

Por dentro, apaga-se a mensagem de Jesus.

 

Faro 15-12-2025

 

José Bento

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