AS LUZES DO NATAL
Não chegou ainda o tempo de te dizer
Que, finalmente, os canhões já se calaram;
Que todas as pessoas se reuniram;
Que as gentes, por amor, já se abraçaram
E que todas as injustiças se extinguiram.
Enganar-te-ia, se agora eu te dissesse
Que, no mundo, o amor é o sentir que impera;
Que a mentira é um mal que já não existe;
Que o Natal limpou a nossa atmosfera,
Espalhando bondade, que cresce e que persiste.
Há muita gente morando numa rica miséria,
Que conhece a par e passo os evangelhos.
Mas que se encanta com os brilhos da matéria,
E que, perante tais poderes, dobra os joelhos.
As guerras devastam vidas, aos milhares;
Arrasam países, consomem esperanças;
Queimam cidades, destroem povos e lares,
Triturando pobrezas, sob rodas de abastanças.
É esquecido esse menino angelical,
Que nos trouxe tanta paz, amor e luz.
Por fora, brilham muito as luzes do natal;
Por dentro, apaga-se a mensagem de Jesus.
Faro 15-12-2025
José Bento
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