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AS DISSONÂNCIAS DESSA CANTIGA

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

Entendo-te muito bem, minha doce amiga;

Ignoravas os percalços dessa caminhada,

Quão enredada e dura é essa estrada,

E quantas dissonâncias há nessa cantiga.

 

Mas é sempre tempo de arrepiar caminho,

Colocando as mãos na tua coragem,

Dizendo-lhe que já não estás nessa viagem,

Para que ele possa fazê-la sozinho.

 

Não dificultes ainda mais o seu viver,

Levando alguém a buscar o que não existe,

Tentando acender uma luz que não persiste,

Esperando algo que nunca vai acontecer.

 

Não ocupes outro coração deslealmente;

Não desbarates tempo, riqueza dos dois.

Trilha a senda do bem, agindo sinceramente,

Porque o resto, Deus irá resolver depois.

 

Faro, 28-2-2025

 

José Bento

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