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AMOR DE MÃE

  • 9 de mai.
  • 1 min de leitura

A tua mãe foi quem começou a amar-te,

Mesmo quando ainda não te conhecia.

Levava-te, consigo para toda a parte,

Aumentando o seu amor, com o ventre que crescia.

 

No esperado dia do teu nascimento,

Suportou feliz as dores da tua chegada,

Porque eras a grande luz do seu firmamento;

A sua esperança mais desejada.

 

Depois, o romance da vida foi passando;

Deixaste de precisar do colo e do berço.

Mas o seu amor sempre te foi apoiando,

Porque eras o belo sol do seu universo.

 

Ela foi tendo desgostos e desenganos,

Enquanto dela afastavas a tua ternura.

Hoje vive, na companhia de muitos anos,

Mas ama-te, na fantasia da lonjura.

 

O amor de mãe alcança a nossa essência;

E mesmo, quando alguém se sente destruído,

A mãe traz em si uma divina ciência,

Que faz dum ser tombado, alguém reerguido.

 

Pergunta àqueles a quem o crime dominou;

Aos que foram alvo da doença e da pobreza;

Quem é que sempre os quis e os consolou:

Foi o amor de mãe, com a sua nobreza.

 

Mas chegou a hora do destino inverter;

É o tempo em que a vida vai perguntar,

Se tu, que da mãe tanto quiseste receber,

Pões muito amor no modo de a resguardar.

 

A vida tem um bom jeito de nos ensinar,

Mostrando as nossas trevas e os nossos brilhos.

Tudo o que, aos nossos pais não quisemos dar,

Nos será recusado pelos nossos filhos.

 

7-6-2025

 

José Bento

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