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A MINHA SOLIDÃO BOA

29 de jun.
1 min de leitura

Nas horas da minha solidão boa,

Foi quando belas luzes me chegaram,

Quando os meus desvãos se burilaram,

Elevando o perfil da minha pessoa.


Valia-me da minha humildade;

Isolava-me de qualquer barulho,

Varria de dentro o meu entulho,

Deixando entrar a Boa Claridade.


Eu pedia a Deus que me ajudasse

A domar fantasmas que me açoitavam,

A suportar dores que me esmagavam,

A clarear as sendas do meu impasse.


Eu pedia com fé, tão grande e tanta,

Que mares de lágrimas me banhavam,

Enquanto as mãos de Deus me levantavam,

Numa carícia pura e Santa.


Pela fé, superava os meus desníveis,

Suportando muitas horas amargas,

Colhendo paz, a mãos cheias e largas,

Pois que, para Deus não há impossíveis.


Quando vinham as nuvens da incerteza,

Era pela fé que eu me sustinha,

Que eu testava a minha natureza,

Com a força que de Deus me provinha.


Quanto mais a minha prece fluía,

Mais a minha crença se elevava,

Mais o meu proceder se corrigia

E mais o bem, no meu ser habitava.


E assim aprendi a ser meu amigo,

A perder o medo de estar sozinho;

A enfrentar as sombras do meu caminho,

Sabendo que o Senhor está comigo.


Faro, 28-6-2026

José Bento

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29 de jun.
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poema baseado na vivência real.

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