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A MESTRIA DO TEMPO

  • 28 de mai.
  • 1 min de leitura

Ainda bem que a vida desmentiu

Essa beleza que nós fantasiámos;

A relação que um dia imaginámos,

Mas que o real jamais nos permitiu.


Fomos crianças brincando de adultos,

Fazendo do amor um jogo predileto,

Usando na vida o mesmo alfabeto,

Próprio dos puros, mas também dos incultos.


Para nosso bem, o tempo nos ensinou

Que não podíamos unir as nossas vidas;

Que tínhamos diferentes avenidas,

Num viver separado que não se juntou.


O tempo nos marcou com a sua mestria,

Educando-nos com as suas verdades;

Evitando, na sua sabedoria,

O juntar de duas infelicidades.


Faro, 24-5-2026


José Bento

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