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A BONDADE DE DEUS

29 de jun.
1 min de leitura

Se não fosse a bondade de Deus,

Quantas quedas eu já teria dado,

Quantas vezes teria naufragado,

Nas tempestades dos enganos meus!


Enredar-me-ia em múltiplos vícios,

Plantando tristeza em derredor,

Caindo em profundos precipícios,

Longe da prece, da fé e do amor.


Daria forças à minha fraqueza;

Apenas crendo no mundo palpável.

Não acharia a boa riqueza,

Vivendo só para ser miserável.


Seria cativo no solo terrestre,

Incapaz de ouvir a Bela Voz,

Que, pelo falar do Divino Mestre,

Diz que o Reino de Deus está em nós.


Muitas vezes houve que a tentação

Ludibriou a minha consciência.

Mas ouvi Deus cá na minha essência,

Chamando-me para a sublimação.


Quantas oportunidades se frustraram

Devido às cadeias do egoísmo!


Quantas vezes os meus pés se acercaram

Das lágrimas, da dor e do abismo!


Destruí montanhas de ilusões,

Que debilitavam os meus sentidos,

Queimando no fogo de más paixões

Os meus pensamentos desprevenidos.


O que fiz de bom, não foi por valor meu,

Se me dei, não foi minha essa luz.

Ela veio da fé que Deus me deu,

Cobrindo-me com as bênçãos de Jesus.


Faro, 25-6-2026


José Bento

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