A BONDADE DE DEUS
Se não fosse a bondade de Deus,
Quantas quedas eu já teria dado,
Quantas vezes teria naufragado,
Nas tempestades dos enganos meus!
Enredar-me-ia em múltiplos vícios,
Plantando tristeza em derredor,
Caindo em profundos precipícios,
Longe da prece, da fé e do amor.
Daria forças à minha fraqueza;
Apenas crendo no mundo palpável.
Não acharia a boa riqueza,
Vivendo só para ser miserável.
Seria cativo no solo terrestre,
Incapaz de ouvir a Bela Voz,
Que, pelo falar do Divino Mestre,
Diz que o Reino de Deus está em nós.
Muitas vezes houve que a tentação
Ludibriou a minha consciência.
Mas ouvi Deus cá na minha essência,
Chamando-me para a sublimação.
Quantas oportunidades se frustraram
Devido às cadeias do egoísmo!
Quantas vezes os meus pés se acercaram
Das lágrimas, da dor e do abismo!
Destruí montanhas de ilusões,
Que debilitavam os meus sentidos,
Queimando no fogo de más paixões
Os meus pensamentos desprevenidos.
O que fiz de bom, não foi por valor meu,
Se me dei, não foi minha essa luz.
Ela veio da fé que Deus me deu,
Cobrindo-me com as bênçãos de Jesus.
Faro, 25-6-2026
José Bento
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