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A BOA MOEDA

  • 19 de abr.
  • 1 min de leitura

Quando as ondas da vida me fustigam,

Quando as más intenções alheias me castigam,

Aí, só a confiança em Deus me acalma,

Porque sei que, por mais desamparado que me sinta,

Por mais que a multidão me ignore e me minta,

A paz do Senhor sempre estará na minha alma.

 

Por mais agreste que se mostre a montanha,

Por mais tenebrosa que seja a paisagem,

O mar da luz de Deus me levanta e me banha

E o sol da fé me anima, nesta viagem.

 

Compreendo então o porquê da minha dor;

Da minha contrariedade, e da minha queda.

Aceito que só vale uma boa moeda,

Que é a da justiça, da fé e do amor.

 

Entendo a razão desta senda sofrida,

Em que as opções se misturam e se sucedem,

Em que as oportunidades sempre me pedem,

Para pôr a boa moeda no banco da vida.

 

Faro, 17-7-2025

 

José Bento

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