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ELA

29 de jun.
1 min de leitura

Repartia-se sempre com os demais,

Duma forma franca, rica e pura.

Sabia adoçar qualquer amargura,

Com a nobreza dos seus ideais.


Era luminoso o seu brando jeito,

Quando mimava a débil criancinha;

Quando nos dava da coragem que tinha,

Com flocos de amor e sem preconceito.


Foi ela que estendeu os seus braços,

Aos idosos que dela careceram;

Aos desvalidos que dela se valeram,

Achando repouso para os seus cansaços.


Em prol do amor ela se entregava,

Acendendo luzes nas sendas do bem;

Secando as lágrimas de quem chorava,

Falando, na noite, do dia que vem.


Derramou perdão e muita bondade

Onde o ódio tudo queimava.

Ensinou que só o amor libertava,

Sendo a via da felicidade.


Viajou por cá, sem ser percebida


Pelos aduladores da vaidade.

Mas amealhou, na conta desta vida,

As bênçãos da paz, na eternidade.


Pouco se fala da sua doação;

Da sua forma de ser terna e bela.

Mas ela vive no nosso coração,

Que bate feliz, quando pensamos nela.


Faro, 19-6-2026

José Bento


Poema dedicado a todas as Mulheres que, a coberto do manto do anonimato foram, ao longo

da história da Humanidade, as bondosas mães, irmãs, esposas, amigas e cuidadoras.

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